O governo anunciou o Desenrola Adimplentes, linha de crédito destinada a trabalhadores informais que estão com as contas em dia, mas enfrentam dificuldade para conseguir empréstimos. A oferta mira reduzir o custo da dívida e facilitar reorganização financeira. A iniciativa foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira, em Brasília.
Durigan destacou que a medida olha pela primeira vez para o trabalhador informal, sem carteira assinada ou vínculo público, que não tem histórico de crédito. Em entrevista no Palácio do Planalto, ele apontou que esses trabalhadores são o público-alvo da linha, com foco em preservar a capacidade de pagamento.
A proposta busca atender quem já quitou pelo menos quatro parcelas do CDC e não tem atraso superior a 90 dias. O objetivo é substituir dívidas existentes por nova operação com juros mais baixos, facilitando o equilíbrio orçamentário familiar.
Como vai funcionar
A nova linha oferece crédito para quitar dívidas antigas, com juros de até 1,99% ao mês. A prestação da nova operação não pode exceder 90% do valor pago anteriormente. Caso necessário, o prazo pode ser ampliado para caber no orçamento.
Quem optar por contratar mais crédito dentro do mesmo patamar terá o total da prestação limitado a 90% do que já era pago. O Desenrola Adimplentes poderá ainda permitir crédito adicional, desde que não comprometa a parcela.
O programa terá captação de recursos via garantia do Fundo Garantidor de Operações, reduzindo o risco para bancos. As operações devem ser oferecidas principalmente pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
Quem pode acessar
O Desenrola Brasil será direcionado a trabalhadores informais com dívidas de até 15 mil reais. A medida visa facilitar o acesso a crédito para pessoas sem vínculos formais e com histórico de adimplência recente. O uso dos recursos dependerá das regras vigentes.
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