O déficit das contas do governo brasileiro chegou a 53,3 bilhões de reais em maio, segundo o Banco Central, caindo sobre o mês anterior? Não, crescendo. As despesas avançaram 4,4% frente a maio de 2025, enquanto as receitas cresceram apenas 0,2%. O déficit primário ficou em 37,2 bilhões de reais.
O resultado de maio é o pior para o mês desde o início da série histórica, em 2001. No acumulado do ano, o déficit primário soma 174,4 bilhões de reais, equivalente a 2,4% do PIB.
A aceleração das despesas foi puxada pelo gasto com juros, que chegou a 16,1 bilhões de reais em maio, alta de 17,4% na comparação anual. Pessoal e encargos sociais também subiram 2,4%.
A arrecadação de tributos federais, incluindo Imposto de Renda, IPI e Cofins, subiu 0,8% no mês, enquanto a Receita total avançou 0,2%. O BC afirmou que o resultado reflete deterioração fiscal e eleva custos de emissão de dívida.
Paulo Guedes, ministro da Economia, informou que o governo trabalha para conter o crescimento das despesas e vê queda do déficit primário nos meses seguintes, com foco na sustentabilidade das contas públicas.
Contexto
O Banco Central aponta que o déficit de maio reforça a necessidade de reformas para manter equilíbrio fiscal a longo prazo, em especial a Previdência. As autoridades destacam que medidas estruturais são essenciais para credibilidade e custos de financiamento.
- Déficit das contas do governo: R$ 53,3 bilhões
- Déficit primário: R$ 37,2 bilhões
- Juros pagos: R$ 16,1 bilhões
- Receita total: R$ 124,2 bilhões
- Despesas totais: R$ 177,5 bilhões
Contexto adicional
O BC reforça que o histórico de maio evidencia a fragilidade fiscal e o desafio de manter o gasto público alinhado à capacidade de receita. Não houve menção a mudanças imediatas de política além das ações já anunciadas pelo governo.
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