Enrico Galliera deixa a Ferrari após repercussão negativa da Luce. O anúncio oficial, feito pela fabricante italiana, confirma o pedido de demissão do chefe de marketing, que ocupava o cargo há quase 16 anos. A saída é descrita como pacífica e acompanhada de uma transição para um novo nome.
A Ferrari informa que Massimiliano Di Silvestre assumirá o departamento a partir de julho, vindo da BMW Itália, onde exerceu a presidência. Galliera agradece pelos serviços prestados; a empresa diz que o desligamento ocorreu de comum acordo, dentro de um novo capítulo profissional para ele.
A decisão de substituir Galliera ocorre dias após a repercussão negativa do lançamento da Luce, o primeiro esportivo elétrico da marca. O carro recebeu críticas ao design, considerado fora dos padrões estéticos da Ferrari, e houve queda nas ações da empresa na bolsa de Milão.
O que é a Luce e por que repercute
A Luce utiliza uma arquitetura elétrica de 800 volts, com chassis e compartimento de bateria projetados para permanência. O conjunto mecânico soma mais de 1.000 cv combinados, com dois motores dianteiros (286 cv) e dois traseiros (843 cv). No modo boost, a potência sobe para 1.050 cv, permitindo acelerar de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e atingir até 310 km/h.
O modelo é equipado com rodas de 23 polegadas na dianteira e 24 polegadas na traseira. É o segundo Ferrari a possuir portas traseiras, após o Purosangue, e apresenta características de crossover, cupê e GT, com espaço para até cinco ocupantes. A carroceria mantém perfil baixo e, internamente, há um painel com estilo retrô assinado por um ex-designer da Apple.
Além disso, a Ferrari destaca a novidade de uma bateria de 122 kWh, com promessa de vida útil “infinita” ao alegar que as células podem ser substituídas ao longo do tempo. A empresa não detalha impactos da polêmica sobre perspectivas de lançamento ou desempenho comercial do modelo.
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