Nos últimos meses, consumidores têm sentido o impacto de preços elevados de memórias RAM. Um processo judicial aponta que a Samsung, SK Hynix e Micron teriam combinado práticas para inflar esses preços e dificultar a disponibilidade de componentes.
A ação afirma que as três fabricantes formaram um conluio para restringir a produção, favorecer a transição para tecnologias como HBM e reduzir o DDR3/DDR4, mantendo a oferta estreita e os preços altos. O texto cita coordenação entre as diretorias para favorecer o lucro.
Segundo o processo, além de limitar linhas de produção, houve mudanças na distribuição para tornar mais difícil a entrada de concorrentes. O objetivo, conforme a ação, seria manter o controle do mercado e impedir alternativas para os consumidores.
Os autores da ação sustentam que, sob condições normais, pelo menos uma das grandes empresas ampliaria a produção para atender o mercado consumidor. O conluio, ainda conforme o processo, justificaria a ausência de novos players por altos custos e prazos longos.
O documento argumenta que as três empresas dominam o setor e que não seria realista imaginar surgimento de concorrente viável. Linhas de produção novas exigem bilhões de dólares e anos de investimento, segundo a queixa.
A peça acrescenta que esse tipo de conduta não é inédita. Em 2005, a Samsung foi multada por manipular preços de RAM em uma ação internacional, com valores relevantes. Cassos similares foram apontados para a SK Hynix e, parcialmente, para a Micron.
A ação ainda cita investigações da China após picos de preços entre 2016 e 2018, sugerindo que o réu busca provar o que seria um terceiro ciclo de conduta antiga. O objetivo é demonstrar um padrão contínuo, segundo o texto.
Fonte: PC Gamer.
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