A inflação medida pelo IGP-M ficou negativa em junho, com recuo de 0,50%. A leitura aponta deflação pela primeira vez desde fevereiro deste ano, puxada pela queda de combustíveis, minérios e café. O índice acumula 3,16% em 12 meses.
O IGP-M divulgado pelo Ibre/FGV aponta, no semestre, avanço de 3,27%. Entre os componentes, o IPA, que corresponde a 60% do indicador, registrou deflação de 0,97% em junho. O IPC subiu 0,47%, enquanto o INCC avançou 0,85%.
A divulgação desta segunda-feira (29) reforça que a queda de preços no mês veio de produtos energéticos e agrícolas, com impactos em gasolina, etanol e café em grãos. Economista da FGV atribui o movimento à convergência de preços de commodities a patamares pré-guerra no Oriente Médio.
Composição do IGP-M
O IPA mostrou queda de 0,97% em junho, puxada por minério de ferro (-2,61%), café em grão (-9,69%), óleo diesel (-6,18%) e cana-de-açúcar (-1,88%). Já o IPC, que representa 30% do índice, teve alta de 0,47% no mês, menos intensa que em maio (0,61%).
Entre os itens que mais pressionaram a deflação do IPC, estão gasolina (-1,29%), etanol (-5,61%), café em pó (-2,57%), maçã (-3,75%), leite longa vida (-0,80%). O INCC subiu 0,85% em junho, acompanhando a dinâmica do setor de construção.
Sobre o IGP-M
O IGP-M funciona como referência de reajustes de aluguel e de tarifas públicas em contratos no Brasil. A coleta de preços ocorre em sete capitais entre 21 de maio e 20 de junho. A leitura de junho ficou aquém das expectativas do mercado, que previa queda próxima de zero.
Entre na conversa da comunidade