O jornal francês Le Figaro traz, em reportagem publicada nesta segunda-feira, uma análise sobre o impacto do crime organizado no Brasil. A correspondente no Rio de Janeiro, Eléonore Hughes, afirma que o narcotráfico freia o crescimento econômico do país e faz parte da paisagem econômica de regiões inteiras, segundo a matéria.
De acordo com dados citados pelo veículo, grupos envolvendo narcotraficantes reduzem receitas do Estado e prejudicam o orçamento familiar. O texto usa dados do Instituto Igarapé para estimar que o custo anual da criminalidade e da economia ilícita no Brasil pode chegar a até R$ 1,5 trilhão, entre 12% e 14% do PIB.
O texto ressalta que o PCC, recentemente classificado como terrorista pelos Estados Unidos, teria faturamento anual próximo de R$ 7 bilhões, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além disso, afirma que facções operam em territórios controlados por milícias, cobrando tributos e fornecendo serviços aos moradores.
Contexto Econômico
A matéria destaca um plano do governo federal para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas. O governo Lula anunciou um pacote de R$ 11 bilhões para combater fluxos ilícitos e lavagem de dinheiro, com foco em operações de fiscalização e controle financeiro.
Le Figaro sugere que a política deveria avanjar na regulação de plataformas de apostas online, criptomoedas e fintechs. A publicação cita ainda um relatório de investigação que, no ano anterior, apontou lucros do PCC no setor de biocombustíveis por meio de empresas digitais instaladas na região da Faria Lima, em São Paulo.
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