A caderneta de poupança fechou maio com captação líquida de R$ 2,6 bilhões, segundo o Banco Central. O saldo chegou a R$ 1,014 trilhão, o primeiro mês em que depósitos superaram saques em 2026. Em maio de 2025, o saldo também subiu, mas com volume menor.
A melhora vem em um contexto de economia mais aquecida, com desemprego em baixa e renda dos trabalhadores em alta. Contribuíram ainda a isenção do IR para ganhos até R$ 5 mil e o início do Desenrola 2.0 pelo governo.
A percepção entre especialistas é de que o movimento tende a ser passageiro e a poupança deve permanecer estável no longo prazo. A concorrência de outros produtos financeiros e mudanças de comportamento ajudam a explicar a tendência.
Para o mercado, a poupança continua a enfrentar competição de opções de maior rentabilidade, afirmou um analista do Bradesco. A imagem de segurança da poupança ajuda a explicar parte do volume, mesmo com juros elevados.
Na prática, a migração para renda fixa tem ganhado espaço. Títulos públicos, Fundos DI e CDBs oferecem rentabilidade superior, mantendo o investidor atento a alternativas com liquidez. O Tesouro Reserva também tem ganhado demanda desde maio.
Essa transição pode impactar o crédito imobiliário, que hoje depende de funding pela SBPE. Bancos já buscam novas fontes, como LCIs e Letras Hipotecárias, para sustentar o acesso a crédito no setor.
Entre na conversa da comunidade