Raquel Zagui, engenheira de formação, transformou o RH da Heineken em referência global ao conduzir uma reestruturação ampla entre 2017 e 2024. A executiva deixou a empresa para assumir a liderança de pessoas da Haleon na América Latina, fabricante de produtos de saúde.
Ao chegar à Heineken em 2017, após a aquisição da Brasil Kirin, a operação cresceu de 2 mil para mais de 14 mil funcionários. Sob sua gestão, o RH passou a atuar com foco em dados, tecnologia e governança. O desafio foi organizar uma estrutura complexa e distribuída.
A atuação ganhou reconhecimento ao longo dos anos pela adoção de inteligência artificial, análise de dados para prever turnover e controlar custos, além do avanço das pautas de diversidade e bem-estar dos trabalhadores. A marca da gestão foi a visão sistêmica.
Raquel afirma que o RH precisa ter protagonismo estratégico, independente do tamanho da área. Em entrevistas, destacou a importância de equilibrar eficiência operacional com foco humano, sem subestimar o papel de cada área da empresa.
Durante a trajetória, ampliou a liderança feminina na empresa, elevando a participação de mulheres na gestão de 29% para 44%. Em 2024, assumiu o papel global de diversidade e inclusão, em meio a contextos globais desafiadores.
No Brasil, estabeleceu metas de diversidade para 2026 e 2030: 50% de mulheres na liderança até 2026 e 40% de pessoas negras em cargos de liderança até 2030, com melhorias já perceptíveis no percentual atual, de 36%. A abordagem passou a ser enxergada como fator de negócio.
A Haleon contratou Raquel para liderar o RH na América Latina, sinalizando continuidade de foco em bem‑estar, desempenho e equidade. A executiva deixa a Heineken após uma trajetória marcada pela cultura de dados, bem‑estar e inclusão.
Entre iniciativas marcantes, destacou-se a criação de uma diretoria de felicidade na Heineken, com programas baseados na ciência da felicidade e monitoramento quinzenal de pesquisas com os colaboradores. A ação visou melhorar o engajamento e a produtividade.
Paralelamente, reforçou a importância de fortalecer a NR-1, ampliando a responsabilidade das empresas com saúde mental e riscos ocupacionais. A proposta busca sustentabilidade e bem‑estar a longo prazo, evitando custos futuros.
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