A Toyota vai adotar tática similar à Volkswagen e reduzir a linha de modelos para tornar a operação mais lucrativa. O recém-nomeado CEO, Kenta Kon, afirmou que a empresa produz carros demais e precisa enxugar o portfólio para não sobrecarregar o desenvolvimento.
Conforme a visão do executivo, o excesso de variantes eleva custos e complexidade. Em algumas praças, como os EUA, há exemplos específicos: a SUV 4Runner soma 12 versões e a picape Tundra tem 10 variações. A meta é simplificar para ganhar eficiência.
A medida ocorre em meio a resultados fracos. Entre 2024 e 2025, o lucro líquido da Toyota caiu quase 20%, com previsão de retração adicional de cerca de 20% neste ano. A direção aponta cortes de custos como parte da estratégia.
Ações iniciais e exemplos de cortes
Alguns cortes já foram iniciados, sem detalhar quais mercados receberão as reduções. O Lexus LF-ZC teve o projeto cancelado, com a justificativa de flutuações na demanda e da carga de trabalho associada ao planejamento e produção do veículo.
A montadora mantém foco em veículos que geram lucro, incluindo os modelos esportivos que já têm identidade consolidada. Em paralelo, o portfólio global soma cerca de 80 modelos hoje, cobrindo diversos segmentos e estilos de carroceria.
Impacto no portfólio global e no Brasil
No Brasil, a linha atual da Toyota inclui Corolla, Corolla Cross, Yaris Cross, GR Yaris, GR Corolla, RAV4, Hilux, SW4, bZ4x e Hiace. A empresa não divulgou quais modelos serão descontinuados no país.
As mudanças são anunciadas em meio a ajustes estratégicos para manter a empresa enxuta e rentável. A Toyota confirmou que as decisões visam reduzir o peso da área de desenvolvimento de produto e concentrar esforços na lucratividade.
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