A BlackRock revisou sua estratégia para mercados emergentes na segunda metade de 2026 e escolheu a América Latina como a região preferida dentro desse universo. A mudança ocorre após a gestora reduzir a recomendação de ações emergentes de overweight para neutra, diante do rali liderado pela Ásia e do interesse por diversificação.
Segundo Axel Christensen, estrategista-chefe da BlackRock para LatAm, a região oferece menor correlação com IA e menor exposição a conflitos geopolíticos, o que favorece a diversificação global de portfólios. A leitura ressalta fatores idiossincráticos locais como drivers de desempenho.
O relatório aponta que a descorrelação da América Latina é mais relevante num cenário de alta exposição global à IA. Dados citados destacam o peso de empresas ligadas a IA no S&P 500 e o forte papel da Ásia no MSCI EM, reforçando a importância da diversificação regional.
Onde investir na América Latina
A aposta principal fica na renda fixa. A BlackRock mantém a recomendação overweight em dívida emergente, com preferência por títulos em moeda local. Brasil e Colômbia surgem como exemplos de rendimentos reais elevados e espaço para normalização monetária.
Peru e Chile se beneficiam de inflação estável e demanda por metais, enquanto o México apresenta fundamentos estáveis, mesmo com crescimento mais moderado. A recuperação da Argentina também é mencionada como pauta de atenção, com reformas em curso.
No setor de ações, o foco recai sobre commodities e cadeias de suprimentos ligadas a IA, eletrificação e infraestrutura. A casa reforça cautela com alocações regionais amplas, priorizando escolhas por país e ativos específicos.
Perspectiva e próximos passos
Christensen sinaliza que a agenda de juros será crucial para investidores, principalmente por viabilizar projetos de infraestrutura. A BlackRock afirma manter uma postura agnóstica quanto aos resultados eleitorais na região, enfatizando a importância de estratégias granularizadas.
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