A crise dos chips de memória RAM pode se agravar nos próximos meses, com o aumento potencial de preços. Esses componentes são usados para o armazenamento temporário de dados em apps, celulares e computadores, e a escassez tende a impactar o consumidor final.
segundo especialistas, o gargalo tem origem em um componente presente em dispositivos modernos, desde pentes de memória até placas de vídeo e celulares. A relevância desse item para o funcionamento de aparelhos explica a atenção de fabricantes e analistas.
A demanda acelerada da inteligência artificial tem sido apontada como fator central para o esgotamento dos estoques globais. Grandes players de IA passam a comprar volumes elevados, reduzindo rapidamente a disponibilidade no mercado.
A produção desses componentes está concentrada em poucos fornecedores globais — SK Hynix e Samsung, da Coreia do Sul, e Micron, dos EUA. A dependência de uma cadeia centrada na Ásia torna a reposição mais lenta e complexa.
Ponte destaca que repor o componente em dispositivos de empresas como Apple, Samsung e Microsoft pode levar meses. As projeções de normalização caíram de 2027 para 2028, com algumas análises citando 2030.
Empresas têm receio de ampliar a produção, para evitar prejuízos em caso de arrefecimento da demanda. A arquitetura de chips usada pela IA pode evoluir, o que pode tornar a demanda temporária, sem garantias.
Impacto no consumidor
Diante do cenário, recomenda-se cautela na compra de novos dispositivos. Modelos mais antigos, como determinadas séries de processadores, ainda funcionam bem e costumam ter preços mais acessíveis.
Quem avalia trocar de celular ou computador deve verificar a real necessidade da atualização. O momento é considerado desfavorável para aquisições de alto custo.
O que observar ao comprar
- Verificar a compatibilidade de atualizações que já existem.
- Comparar custos de dispositivos com especificações semelhantes.
- Avaliar se a atualização trará ganho relevante de desempenho para o uso pretendido.
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