O Google informou que superou a meta de investir US$ 1 bilhão na África ao longo de cinco anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 2, durante a primeira Africa Cloud Summit em Joanesburgo. A empresa detalhou novos projetos de infraestrutura, IA e formação de talentos, sem divulgar o montante investido acima da meta.
A meta original previa o aporte para ampliar a conectividade, IA e capacitação no continente. Entre as iniciativas, está a construção de um centro de conectividade na África do Sul, na província do Cabo Oriental. A unidade conectará a África à Austrália por meio do cabo Umoja e criará uma rota para a Índia, visando maior resiliência de rede.
Conectividade e IA
O centro sul-africano é o primeiro de quatro planejados na região. A intenção é reduzir riscos de interrupções na rede, indo além de simples aumento de capacidade de transmissão. Em paralelo, Ghana recebe o que o Google chama de laboratório de IA aplicada, para ligar startups locais a pesquisadores da empresa e oferecer acesso antecipado a modelos de IA.
James Manyika, vice-presidente sênior do Google, ressaltou a necessidade de desenvolver competências locais em IA. Ele afirmou que depender de tecnologias de fora pode limitar o potencial econômico do continente e reforçou o compromisso da empresa em apoiar o desenvolvimento africano.
Apoio a startups e cultura
O Google informou apoio a 15 startups sul-africanas via seu programa de aceleração, parte do objetivo de atender 50 empresas entre 2024 e 2028. O programa de Desenvolvimento Econômico e Comunitário destinou cerca de 3 milhões de rands (aproximadamente US$ 183 mil) para um centro de inovação digital em Soweto, em parceria com a WeThinkCode.
Na esfera cultural, o grupo anunciou uma parceria superior a US$ 1 milhão com o Akuna Group, ligada ao ator Idris Elba. O projeto promoverá treinamento em produção de conteúdo com apoio de IA para criadores na Nigéria, África do Sul, Gana, Quênia e Serra Leoa.
Contexto e próximos passos
As novidades ampliam a estratégia iniciada em 2025, quando o Google inaugurou a primeira região de nuvem em Joanesburgo. Mesmo com novos compromissos, a empresa não detalhou a distribuição financeira ao longo dos cinco anos nem revelou o valor a ser investido no próximo ciclo.
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