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Morre Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, ex-presidente da Fiesp

Morre Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, ex-presidente da Fiesp e líder do setor ferroviário, aos 87 anos, deixando legado de diplomacia empresarial

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Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, empresário que presidiu a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entre 1980 e 1986, faleceu na segunda-feira, 29 de idade 87. Ele dirigiu a entidade no período de transição da ditadura para a democracia, mantendo-se como presidente emérito da Fiesp até a sua morte.

Vidigal Filho nasceu em São Paulo, em 1939, e formou-se em Direito pela USP em 1963, concluindo pós-graduação em Administração de Empresas pela Universidade de Illinois em 1965. Atuou no setor jurídico antes de se consolidar como líder industrial, com atuação marcante no grupo Cobrasma, ligado ao setor ferroviário.

Dono da Cobrasma (Companhia Brasileira de Material Ferroviário), Vidigal Filho liderou a empresa a partir dos anos 1980, período no qual a companhia se tornou referência na fabricação de vagões e trens na América Latina. A Cobrasma manteve atuação diversificada, inclusive no setor automotivo, até a falência em 1993. A família fundou a empresa em Osasco em 1944.

Trajetória empresarial

Além da Cobrasma, Vidigal Filho presidiu a Fornasa S.A. e ocupou cargos de destaque no movimento industrial. Foi 1º vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente do Sindipeças, sindicato do setor de autopeças. Sua atuação se estendeu a frentes públicas, incluindo participação no CMN e em comissões ligadas ao meio ambiente.

Relevância institucional

A Fiesp divulgou nota lamentando a perda e destacou a atuação do empresário como uma das lideranças mais determinadas da indústria brasileira. A entidade ressalta a formação acadêmica e a atuação no Ministério da Indústria e Comércio, bem como a participação em organismos setoriais, como o GEIA.

Contexto e legado

Vidigal Filho também integrou o Conselho Monetário Nacional e contribuiu para a diplomacia empresarial regional, atuando como vice-coordenador da Seção Brasileira do Conselho Industrial do Mercosul e presidindo as seções Brasil-EUA, Brasil-Argentina e Nipo-Brasileiro. O falecimento encerra um capítulo relevante da história industrial paulista e brasileira.

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