O Coaf inaugura pela primeira vez escritórios permanentes fora de Brasília, expandindo sua presença no país. Nesta sexta-feira, 3, foi aberta uma coordenadoria regional no Rio de Janeiro, no centro da cidade, em prédio associado ao Banco Central.
A unidade será liderada pelo delegado federal Tacio Muzzi, ex-superintendente da Polícia Federal no Rio entre 2020 e 2022. A sede no Rio visa monitorar dinâmicas locais de lavagem de dinheiro com maior precisão.
A escolha do Rio leva em conta a complexidade da atuação do crime organizado no estado. O ministro da Justiça, Wellington Lima, destacou a convivência de diversas estruturas criminosas e mercados ilícitos diversificados na região.
A previsão é ampliar a atuação em regiões estratégicas, usando informações locais para tornar o trabalho do Coaf mais completo e útil às autoridades. A coordenadoria contará com tecnologia avançada de rastreamento financeiro.
Ações de cooperação também se intensificam. Nesta semana, PF e Coaf firmaram um plano conjunto para prevenir e combater a lavagem de dinheiro, visando agilidade entre os órgãos.
O Coaf opera com recebimento de relatórios de instituições financeiras e gera alertas de movimentações suspeitas. Anualmente, são registradas cerca de 7,5 milhões de comunicações, em média 30 mil por dia útil.
No âmbito de modernização, o órgão investe em inteligência artificial para análise de dados e aumentou o efetivo de 100 para 180 servidores. Reformulações em formulários de compartilhamento também estão em estudo.
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