O Mdic projeta que o Brasil fechará 2026 com superávit comercial de US$ 90 bilhões, equivalente a cerca de R$ 465,2 bilhões. O valor representa alta de 32,3% frente 2025, com desempenho externo mais firme.
A previsão considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões. Se confirmada, a estimativa de 2026 fica atrás apenas de 2023 entre os maiores saldos da série histórica.
Segundo o Ministério, houve aceleração dos fluxos de comércio, com destaque para a indústria extrativa e para o petróleo, além de ganhos na agropecuária e na indústria de transformação. A alta de petróleo foi influenciada pelo preço e pelo volume.
Resultados de junho
O mês registrou superávit de US$ 9,8 bilhões, próximo da projeção de US$ 9,9 bilhões divulgada por analistas. Exportações somaram US$ 36,3 bilhões, recorde histórico, com alta de 24,9% versus junho de 2025.
Entre os itens, houve crescimento em todos os setores de exportação, especialmente petróleo, cuja receita subiu, apesar de imposto de exportação de 12% desde março. O volume de embarques também subiu.
As importações chegaram a US$ 26,5 bilhões, alta de 14,4% na comparação anual. Bens de consumo puxaram o aumento, seguidos por combustíveis, bens intermediários e bens de capital.
No primeiro semestre, o saldo acumulado foi de US$ 42,4 bilhões, ante US$ 30,2 bilhões no mesmo período de 2025. A leitura ressalta efeito positivo das Commodities e da demanda externa.
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