A HBR Realty, controlada pela família Borenstein, apresentou uma oferta para comprar 100% da Helbor Empreendimentos, com o objetivo de fundir as duas empresas. O negócio envolveria a troca de ações e a retirada da Helbor da B3, encerrando sua trajetória como companhia independente.
A operação prevê a consolidação de carteiras de renda com a atuação da Helbor em incorporação residencial. A proposta foi comunicada por meio de fato relevante à CVM e depende do aval de acionistas minoritários da Helbor, que precisam aceitar a oferta em assembleia para que o acordo se confirme.
A transação é estruturada como troca de ações, sem desembolso de dinheiro. Cada ação da Helbor valeria 2,52 reais, com a entrega de 0,81553398 ação da HBR por papel. A avaliação foi realizada pela consultoria Apsis.
A BTG Pactual atua como intermediário financeiro, garantindo a liquidação da oferta. O Bradesco BBI elaborou uma fairness opinion para atestar a razoabilidade do preço aos acionistas da Helbor. A assessoria jurídica ficou a cargo do escritório Trindade.
A operação depende ainda de aprovações regulatórias e da validação dos termos pela assembleia de acionistas da HBR. Em caso de maioria qualificada de mais de dois terços entre minoritários da Helbor, a negociação avança; caso contrário, é encerrada.
A teleconferência para detalhar a operação está marcada para segunda-feira, dia 6, às 9h. O objetivo é esclarecer dúvidas do mercado sobre a sinergia entre shoppings, conveniência, aluguel e incorporação residencial.
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