Navantia mostra prejuízo em 2025, mas eleva contratos para 6,6 bilhões
A Navantia, estatais espanholas, registrou perda de 149 milhões de euros em 2025, alta de 23% frente ao ano anterior. A empresa atribui o aumento à integração de ativos industriais adquiridos no Reino Unido, incluindo centros de produção da Harland & Wolff. A gestão aponta a medida como parte da estratégia de reestruturação.
Mesmo com o resultado negativo, a Navantia projeta retorno à rentabilidade em 2027, respaldado pelo forte crescimento de contratos. A empresa estima faturar cerca de 3 bilhões de euros nessa projeção, com base no desempenho esperado das encomendas.
A receita consolidada de 2025 atingiu 1,978 bilhão de euros, avanço de 30% sobre 2024. A contratação total, no entanto, quadruplicou, chegando a 6,627 bilhões, impulsionada pelos programas estatais de modernização.
Contratos e carteira de pedidos
Grandes acordos, principalmente militares, representam 88% da carteira de pedidos fechada em 2025, totalizando 12,826 bilhões de euros. Entre os itens, destacam-se projetos de modernização de fragatas F-100, em preparação para operar com as novas F-110.
A Navantia já iniciou a entrega de cinco fragatas, com três em construção. A empresa também trabalha na construção de submarinos S-80, no segundo lote de corbetas para a Arábia Saudita e em novos programas para a Armada.
Investimentos e produção
A empresa investiu 120,2 milhões de euros em ativos imobilizados materiais em 2025, e 4,9 milhões em ativos imobilizados intangíveis, como patentes e software. Entre os destaques, a fábrica digital de Ferrol e a linha de painéis planos de Puerto Real ganharam impacto com soluções de IA.
A estrutura de pessoal ficou em 6.761 funcionários, sendo 5.113 residentes na Espanha. A Navantia mantém foco em ampliar capacidades industriais para sustentar a carteira de pedidos de longo prazo.
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