A Polícia Federal (PF) informou que antecipou a deflagração da Operação Exchange após os Estados Unidos classificarem e sancionarem suspeitos de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A declaração foi feita pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, nesta sexta-feira (3/7).
Segundo o presidente da PF, a ação foi adiantada em decorrência da nova classificação dos EUA. Rodrigues não detalhou questões operacionais por sigilo, mas afirmou que, sem a sanção, o desfecho poderia ter sido diferente e o eventual foragido poderia ter sido localizado.
A ofensiva envolveu mais de 50 agentes federais e resultou em 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. As ordens, expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, foram cumpridas na capital paulista, em Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.
Entre os detidos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, conhecida como Lara Croft, apontada como secretária e intermediária na coleta de grandes quantias para a rede. Ao todo, sete pessoas foram presas até o momento.
Diante da magnitude financeira do esquema, a Justiça autorizou o sequestro de até 10,4 bilhões de reais em bens, valores e criptoativos dos investigados. A estrutura criminosa utilizava mais de 70 empresas para movimentar recursos, além de transferências ilícitas de ativos digitais e transporte de dinheiro em espécie.
Segundo o governo norte-americano, Victor Henrique de Oliveira Shimada, conhecido como Japa, é apontado como elo entre o PCC e o sistema financeiro internacional. Ele estaria foragido. A PF informou que a investigação envolve operações transnacionais e streaming de ativos digitais.
Envolvimento financeiro e alcance internacional
A PF detalhou que a rede lavava dinheiro via criptomoedas e o sistema bancário internacional, com destino ao Brasil em nome da facção. As autoridades ressaltaram que a acusação envolve milhares de transações e vínculos com entidades de criptoeconomia.
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