Nos últimos três anos, o Paraguai registrou crescimento médio de 5,5% ao ano, destacando-se na região. Dados do Banco Mundial apontam redução da pobreza e queda no desemprego, enquanto o país enfrenta desafios de renda e desigualdade. A trajetória atual é analisada como um boom econômico, impulsionado por pilares como energia, agricultura e investimentos.
Especialistas ressaltam que a economia pode ganhar fôlego maior com melhorias de infraestrutura e crédito estável. Projeções do FMI indicam 3,7% de crescimento para 2026, abaixo do desempenho de 2025, sugerindo transição de aceleração para execução mais sustentável. O encolhimento da pobreza tem sido frequente, porém a desigualdade persiste.
Energia barata
O Paraguai se tornou importante exportador de eletricidade limpa per capita, via Itaipu. O setor elétrico atrai centros de dados e manufatura de alta tecnologia, impulsionando aplicações em IA e indústria. Energias renováveis são apontadas como vetor de futuro digital.
Agricultura e exportações
A agropecuária representa quase dois terços do PIB, com soja, carne bovina e suína entre os destaques. Recuperação pós2012–2022 de safras ruins contribuiu para retomada das exportações. Diversificação de destinos ajuda a reduzir dependência de mercados tradicionais.
Investimento estrangeiro direto
O IED atingiu US$ 931 milhões em 2024, aumento de 15% frente a 2023. Reforma econômica de 2023, com ambiente de negócios estável, atrai investimentos e maior acesso aos mercados regionais. Projetos como a fábrica de celulose de Paracel fortalecem o setor.
Baixos impostos
A carga tributária paraguaia é uma das mais baixas da região, com alíquotas fixas de 10% para IR, IVA e impostos corporativos. O modelo atrai empresas, mas gera debate sobre financiamento de serviços públicos e pobreza persistente.
Infraestrutura no coração da América do Sul
A hidrovia Paraguai-Paraná e o Corredor Bioceânico reforçam o papel logístico do país. O projeto ligará o Atlântico ao Pacífico, com redução de tempo de exportação para Ásia e queda de custos logísticos. A infraestrutura gera empregos e maior conectividade regional.
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