A Câmara Municipal de São Paulo investiga a estrutura tributária de empresas do setor financeiro no município, incluindo uma suposta unidade empresarial em Poá. A apuração envolve o Itaú Unibanco e a Itaucard, entre 2015 e 2019, com foco em diferenças de alíquotas do ISS entre a capital e Poá.
A CPI do Devedor aponta indícios de que parte das atividades não ocorreria no endereço declarado como sede administrativa. Em diligências, vereadoresteram encontrado um espaço pequeno em Poá, considerado incompatível com a escala das operações. Executivos do Itaú foram ouvidos em oitivas.
A prefeitura estima que os débitos do conglomerado cheguem a cerca de 20 bilhões de reais, cobrados em diferentes frentes ao longo dos anos. O Conselho Municipal de Tributos analisa autuações e vê possibilidade de multa qualificada por dolo na redução de tributos.
O Itaú Unibanco informou manter discussão judicial com a Prefeitura de São Paulo sobre a tributação de operações no período. O banco afirma que parte das atividades ocorreu em Poá, que tributos foram recolhidos aos municípios correspondentes, e que não houve fraude. Decisões de mérito até o momento seriam favoráveis ao Itaú, com cobranças mantidas em juízo.
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