A Micron Technology deu início à expansão de sua fábrica em Hiroshima, no oeste do Japão, em um projeto estimado em ¥1,5 trilhão (US$ 9,3 bilhões). A unidade produzirá chips de memória avançada para processadores de IA, com entregas previstas para o verão de 2028.
A ampliação envolve a produção de memória de alta largura de banda, conhecida como HBM. Esses componentes são considerados essenciais para aceleradores de IA, como os usados pela Nvidia. A Micron tem sede em Boise, Idaho.
O governo japonês autorizou subsídio de até ¥500 bilhões para financiar o projeto. Com esse apoio, o aporte público somará cerca de ¥775 bilhões em ações para chips e IA desde 2021.
Apoio público e contexto
O Japão busca recuperar protagonismo em semicondutores, setor estratégico para segurança nacional e competitividade econômica. O governo já destinou dezenas de bilhões de dólares desde 2021 a incentivos para chips e IA.
Ryosei Akazawa, ministro da Economia, Industria e Comércio, ressaltou o valor do apoio à Micron, única fabricante de DRAM no Japão, e afirmou disposição para colaborar com outras empresas estrangeiras interessadas.
Kota Nosaka, representante da unidade japonesa da Micron, destacou que Hiroshima pode entregar rapidamente produtos de alto desempenho. Produção de memória de nova geração localmente está alinhada à estratégia global da empresa.
A Micron assumiu o controle da fábrica de Hiroshima em 2013, ao adquirir a Elpida Memory. Atualmente, cerca de 80% dos materiais usados na unidade são de fornecedores japoneses, segundo Nosaka.
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