O governo antecipou o 13º salário de aposentados para abril e maio de 2026, com objetivo de injetar bilhões na economia e frear o endividamento. Estudos indicam que o benefício pode alterar a percepção de riqueza sem ganho real e até aumentar a insegurança financeira.
A lógica matemática do 13º funciona como uma poupança forçada. Se alguém produz R$ 26 mil por ano, o valor pode ser dividido por 12 ou por 13. O sistema atual oferece parcelas menores para um bônus no fim do ano.
Receber grandes somas em menos tempo pode aumentar a incerteza preditiva. Pesquisas indicam que quem espera o 13º tem mais dificuldade em cobrir despesas mensais, gerando sensação de bem-estar quando o dinheiro chega e estímulo ao consumo.
O 13º não é exclusividade do Brasil. Argentina, Colômbia, México, Filipinas e Portugal têm políticas semelhantes, enquanto Grécia e Itália também o adotam. Em Alemanha e França, o pagamento é costume, sem lei rígida em todos os setores.
A antecipação para 2026 atinge 35,2 milhões de beneficiários, principalmente aposentados, com foco em famílias endividadas. A medida ocorre em meio a recorde de endividamento e é vista como estratégia política para as eleições este ano.
A história do 13º envolve debates entre 1959 e 1962. Empresários temiam inflação, enquanto defensores associavam o benefício ao espírito das festas. A visita de Yuri Gagarin em 1961 acabou ligada simbolicamente à mobilização dos trabalhadores.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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