As Bolsas iniciam a semana com cautela, diante de avanços e indefinições em negociações diplomáticas e na temporada de resultados. O petróleo recua após anúncio de aumento de oferta pela OPEP+, orientando o humor do mercado. Notícias sobre a guerra na Ucrânia e a atuação da política monetária seguem no radar.
Na Europa, os futuros do EuroStoxx 50 recuam levemente, enquanto o Ibex parte de 19.852 pontos, próximo de seus recordes. Em Wall Street, S&P 500 avança 0,2% e Nasdaq sobe 0,7% em relação ao fechamento da semana passada. Em termos de energia, o Brent cai para 71,79 dólares o barril e o WTI fica em 68,47.
Dados e perspectivas de mercado
A cautela no front energético acompanha a divulgação de que o Irã e os EUA continuam sem novidades nos diálogos de paz. No entanto, 160 navios transitaram pelo estreito de Ormuz na última semana, mantendo o tema no centro das atenções.
Política monetária e resultados corporativos
A queda dos custos de energia, associada a um alerta de empregos nos EUA mais fraco, reduz as chances de alta da Fed em julho, com probabilidade de 78% de manter os juros estáveis. Minutas da ata da última reunião devem esclarecer o viés mais restrictivo de alguns membros.
Destaques da temporada e mercados de câmbio
A temporada de resultados começa a ganhar fôlego, com foco em empresas de tecnologia que podem se beneficiar do uso intensivo de IA. Samsung Electronics é aguardada para terça-feira. No câmbio, o dólar estabiliza em 100,88 frente a cestas, e o euro sobe para 1,1434 dólar.
Commodities e fatores geopolíticos
No front das commodities, o ouro recua para 4166 dólares a onça. No câmbio japonês, o dólar alcança 161,79 ienes, próximo de máximas históricas divulgadas recentemente. O cenário geopolítico mundial permanece como pano de fundo para volatilidades de curto prazo.
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