A Polícia Federal deflagrou a Operação Véu de Maia, voltada a desarticular um esquema de lavagem de dinheiro por meio de bets ilegais. A ação envolve nove mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira (6). Os alvos ficam em Goiânia, São Paulo, Ribeirão Preto, Porto Alegre e Canoas.
A PF apura movimentação de recursos de operadores irregulares de apostas por meio de 87 empresas identificadas como possivelmente laranjas. As informações são provenientes da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Também há investigação sobre possível remessa irregular de valores ao exterior via criptomoedas. Os crimes investigados incluem lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa, segundo a coordenação da operação pela Superintendência da Polícia Federal em Goiânia.
Entre os investigados, a PF apura a participação de pessoas ligadas aos operadores e a natureza da rede de empresas envolvidas. A ação visa esclarecer o formato do esquema e a dimensão das movimentações financeiras.
A operação coordena-se com base em indícios de uso de plataformas de apostas para facilitar a lavagem de recursos e a evasão de divisas, com desdobramentos ainda em apuração pelas autoridades. Novas informações devem surgir conforme avançam as investigações.
Dados oficiais sobre apostas ilegais refletem impactos econômicos e sociais. Segundo o governo, 25,2 milhões de brasileiros apostam em casas de apostas ilegais, com perdas estimadas em 38,8 bilhões de reais por ano, dos quais grande parte atinge a saúde pública.
O Ministério aponta que entre 41% e 50% das plataformas de apostas funcionam fora da lei brasileira, conforme cálculo da Secretaria de Prêmios e Apostas. Ainda segundo o governo, aproximadamente 69% dos apostadores têm entre 19 e 29 anos, com renda familiar de até dois salários mínimos.
A agenda de autoridades também aponta que muitos jovens de baixa renda participam do mercado de bets, reforçando a necessidade de fiscalização e de políticas públicas para o setor. Dados são apresentados pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima.
Fonte: reportagem de Arthur Bambini, da CNN Brasil.
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