A Receita Federal emitiu nessa sexta-feira (31) o primeiro CNPJ em formato alfanumérico do Brasil, dando início à implantação do novo modelo de identificação cadastral para pessoas jurídicas. A primeira inscrição foi concedida a uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12.
A mudança busca ampliar a capacidade de geração de novos CNPJs e garantir que o cadastro nacional continue atendendo ao crescimento da atividade econômica nas próximas décadas.
A Receita Federal emitiu nessa sexta-feira (31) o primeiro CNPJ em formato alfanumérico do Brasil, dando início à implantação do novo modelo de identificação cadastral para pessoas jurídicas. A primeira inscrição foi concedida a uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12.
A mudança busca ampliar a capacidade de geração de novos CNPJs e garantir que o cadastro nacional continue atendendo ao crescimento da atividade econômica nas próximas décadas.
Segundo o órgão, a medida também prepara o sistema para as mudanças trazidas pela Reforma Tributária do Consumo.
Primeiro CNPJ alfanumérico
O primeiro registro emitido no novo formato pertence a uma filial do Banco do Brasil. A principal novidade é a possibilidade de utilizar letras e números na composição do CNPJ, aumentando significativamente o número de combinações disponíveis para novas inscrições.
Apesar do início da implantação, a Receita informa que novos CNPJs ainda poderão ser emitidos apenas com números, já que a capacidade do modelo atual ainda não foi totalmente esgotada.
O que muda para as empresas
A adoção do CNPJ alfanumérico não altera os CNPJs já existentes. Todas as inscrições emitidas anteriormente continuam válidas e não precisam de substituição. Na prática, a mudança afeta apenas os novos registros realizados a partir da implantação do sistema.
A Receita Federal orienta empresas, órgãos públicos, instituições financeiras e desenvolvedores de software a verificarem se seus sistemas estão preparados para receber e processar CNPJs com letras e números.
Entre os ambientes que podem exigir atualização estão:
- sistemas de cadastro de clientes e fornecedores;
- emissão e recepção de documentos fiscais;
- ERPs e softwares contábeis;
- plataformas de faturamento;
- integrações entre bancos de dados;
- regras de validação que aceitam apenas números.
Segundo o órgão, a falta de adaptação pode provocar falhas em cadastros, rejeições em processos eletrônicos e problemas na integração entre sistemas.
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Implantação será gradual
A Receita Federal informou que a transição ocorrerá de forma gradual ao longo de 2026. Neste primeiro momento, apenas um número reduzido de empresas receberá CNPJs no novo formato, enquanto o órgão monitora o desempenho dos sistemas e a integração com instituições públicas e privadas.
O objetivo é garantir uma implementação segura e ampliar a capacidade do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica para acompanhar o crescimento da economia brasileira pelos próximos anos.
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