Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Contas do governo central têm superávit primário de R$ 10,8 bi em julho

O governo central compreende as contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social

Dinheiro, Real Moeda brasileira. Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Governo Central tem superávit primário de R$10,8 bi em julho. (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)

O governo central registrou um superávit primário de R$10,783 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, valor próximo ao esperado pelo mercado e <span class=”tr-strong”>muito melhor </span>do que o déficit de R$59,070 bilhões observado no mesmo mês de 2025, <span class=”tr-strong”>dado impactado por uma mudança feita pelo governo no calendário de desembolsos de precatórios</span>.

O governo central registrou um superávit primário de R$10,783 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, valor próximo ao esperado pelo mercado e muito melhor do que o déficit de R$59,070 bilhões observado no mesmo mês de 2025, dado impactado por uma mudança feita pelo governo no calendário de desembolsos de precatórios.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria superavitário em R$10,679 bilhões no mês passado.

O desempenho do mês passado é resultado de receitas líquidas, que excluem transferências para governos regionais, de R$226,305 bilhões, um aumento real de 7,7% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$215,522 bilhões, queda real de 20,7%.

+ Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre terminado em julho

+ Contas externas: Brasil registra maior déficit para julho em 7 anos

Este ano, o cronograma de pagamentos de precatórios teve os desembolsos antecipados para março, contra pagamentos principalmente em julho no ano passado.

Os dados do Tesouro mostram uma queda de 99% nos pagamentos de sentenças judiciais na comparação entre julho do ano passado e julho deste ano. O desembolso foi R$37,1 bilhões menor no mês passado.

Ainda do lado das despesas, houve em julho quedas de R$18,1 bilhões nos desembolsos de benefícios previdenciários (-17,7%), dado que também foi fortemente impactado pelos gastos menores com precatórios. O mesmo ocorreu nos pagamentos voltados a pessoal e encargos sociais, que caíram R$4,2 bilhões no mês (-8,9%).

No sentido oposto, houve um aumento de R$4,2 bilhões nos gastos com créditos extraordinários por conta das medidas de mitigação dos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.

Do lado das receitas, o resultado mensal foi impulsionado por uma elevação de R$7,0 bilhões em Imposto de Renda, 9,1% acima de julho de 2025, de R$5,0 bilhões com exploração de recursos naturais, alta de 29,4%, e de R$4,2 bilhões em receitas previdenciárias líquidas, crescimento de 7,4%.

Esses ganhos compensaram com folga recuos de R$3,0 bilhões na arrecadação de Cofins (-9,0%) e queda de R$1 bilhão no Pis/Pasep (-10,9%).

No acumulado de janeiro a julho, o governo central registrou um déficit primário de R$81,305 bilhões, contra déficit de R$70,347 bilhões no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o governo acumula um déficit de R$71,6 bilhões, ou 0,55% do PIB.

A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual, além de algumas despesas não contabilizadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais