As compras internacionais feitas por meio de pequenas encomendas cresceram após o fim da chamada “taxa das blusinhas”, segundo dados do Programa Remessa Conforme divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Em agosto de 2026, foram registradas 26,5 milhões de declarações de importação, contra 15,2 milhões no mesmo mês de 2025, alta de 74% no número de remessas.
No mesmo período, o valor total declarado passou de US$ 294 milhões para US$ 526 milhões, avanço de 79% em um ano.
A Abit atribui o crescimento à medida provisória que zerou o Imposto de Importação para compras de até US$ 50 em plataformas internacionais, como Shein, AliExpress e Shopee.
A MP, válida desde maio, foi aprovada pelo Congresso em 3 de setembro e posteriormente convertida em lei após sanção do presidente Lula, no dia 10.
Segundo a entidade, roupas estão entre os produtos mais comprados por meio dessas remessas.
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Abit quer tratamento tributário igualitário
Segundo a Abit, produtos estrangeiros vendidos por plataformas como Shein, Shopee e AliExpress têm tratamento tributário mais favorável, especialmente nas remessas de até US$ 50, e não estão sujeitos às mesmas exigências trabalhistas, ambientais, sanitárias e de segurança aplicadas à produção nacional.
A entidade defende uma revisão do regime aplicado às pequenas encomendas para aproximar as condições de concorrência entre produtos nacionais e importados.
Entre as medidas propostas estão equivalência tributária, reforço da fiscalização, combate ao subfaturamento, identificação adequada das mercadorias e cumprimento das normas brasileiras.
Para a associação, a manutenção das regras atuais pode aumentar a pressão sobre a produção nacional, os empregos e os investimentos do setor.
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