Pelo segundo mês consecutivo, o endividamento entre as famílias brasileiras teve um recuo de 81,7% para 81,6%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O percentual registrado no mês de outubro deste ano retoma o nível de junho. No segundo semestre, o maior patamar foi registrado entre julho e agosto, quando 82% das famílias relataram possuir dívidas a vencer, como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e financiamentos.
A redução ocorreu entre as famílias que se consideram muito endividadas: em setembro, o nível foi de 17,3%, enquanto em outubro a proporção recuou para 16,8%, o menor registro desde abril, quando a pesquisa apontou 16,4%.

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) (Fonte: CNC)
Nível de endividamento — Setembro de 2026
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Muito endividado: 17,3%
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Mais ou menos endividados: 29,5%
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Pouco endividado: 34,9%
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Não tem dívidas desse tipo: 18,1%
Nível de endividamento — Outubro de 2026
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Muito endividado: 16,8%
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Mais ou menos endividados: 29,0%
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Pouco endividado: 35,8%
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Não tem dívidas desse tipo: 18,2%
Houve avanço entre as famílias que se consideram pouco endividadas entre setembro e outubro, quando o indicador passou a 35,8%, indicando uma composição mais favorável do endividamento.
A pesquisa também registrou redução no percentual de inadimplência, que caiu para 29,3% em outubro, o menor nível desde o início do ano. Foi o segundo mês consecutivo de queda, visto que em setembro o índice havia sido de 29,6%.

Percentual de Familias com Dívidas em Atraso (Fonte: CNC)
Outro resultado apresentado pela pesquisa foi a redução do tempo médio de atraso, que recuou para 65 dias. Essa queda ocorre principalmente no período acima de 90 dias de atraso, que representou 48,8% do total.
Entre as famílias que relataram o comprometimento de mais da metade da renda para pagar as dívidas, o percentual registrado foi de 19,3%, com um avanço do comprometimento na faixa entre 11% e 50%. Um menor percentual da renda comprometida representa um perfil de endividamento mais positivo, dando maior fôlego para manter a continuidade da queda da inadimplência.
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