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Finas sobre navios de carga chineses podem levar Atlantic Container Line a deixar EUA - Finas sobre navios de carga chineses podem levar Atlantic Container Line a deixar EUA

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O setor de transporte marítimo enfrenta uma nova crise, com a Atlantic Container Line (ACL) alertando que as multas propostas pelo governo dos Estados Unidos para navios de carga fabricados na China podem forçar a empresa a abandonar o mercado americano. Andrew Abbott, CEO da ACL, enfatizou que essas penalidades afetariam gravemente exportadores e importadores americanos, afirmando que a empresa não conseguiria competir e seria forçada a fechar suas operações. As audiências da USTR sobre essas multas, que podem chegar a 1,5 milhão de dólares por navio, atraíram a atenção de mais de 300 grupos comerciais, que argumentam que a medida prejudicaria a cadeia de suprimentos global.

Essas multas, parte de uma política iniciada na administração Biden, visam corrigir o que o governo considera uma vantagem injusta da indústria de construção naval da China. Abbott destacou que, se a ACL deixar o mercado, os fabricantes americanos perderiam seu único operador de transporte transatlântico com sede nos EUA, crucial para o transporte de cargas pesadas e equipamentos de construção. A ACL é responsável por uma parte significativa do transporte de equipamentos agrícolas e de construção entre os EUA e a Europa, incluindo componentes essenciais como asas de aviões da Airbus.

A situação é ainda mais complicada, pois grandes operadores de transporte marítimo estão se preparando para contornar as multas, o que pode resultar em mudanças significativas nas operações portuárias. Soren Toft, CEO da MSC, mencionou que o Porto de Oakland poderia ser afetado, com containers sendo redirecionados para outros portos, como Los Angeles e Long Beach. Abbott alertou que essa reconfiguração pode causar congestionamentos e aumentar os custos de transporte, elevando as tarifas de frete a níveis semelhantes aos da pandemia de Covid-19.

Com um aumento de 50% nas exportações desde janeiro, a ACL observa um crescimento no volume de negócios, embora isso seja impulsionado pelo medo de tarifas retaliatórias. Abbott argumentou que as multas atingiriam desproporcionalmente empresas menores, enquanto os operadores chineses, que o governo pretende atingir, poderiam escapar das consequências. A possível saída da ACL do mercado não apenas afetaria seus 300 funcionários, mas também impactaria toda a cadeia de suprimentos que depende de suas operações.

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