Um estudo recente da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, mostrou que algumas proteínas dos músculos podem continuar ativas por até dois meses e meio após uma pausa nos treinos. Isso ajuda a explicar por que as pessoas conseguem recuperar a força e a massa muscular mais rapidamente depois de um período sem exercícios. A pesquisa acompanhou 30 voluntários que não costumavam fazer musculação. Eles passaram por um programa de treino, pausa e retorno aos exercícios. Os cientistas analisaram as mudanças nas proteínas musculares e descobriram que, enquanto algumas voltaram ao normal após o destreino, outras permaneceram elevadas mesmo após 10 semanas sem treino. Isso sugere que os músculos “lembram” das adaptações feitas anteriormente, não apenas em nível celular, mas também nas proteínas. Embora a perda de força comece após algumas semanas sem treino, essas adaptações proteicas ajudam na recuperação mais rápida. Normalmente, é possível recuperar a força perdida em quatro a seis semanas de treino consistente. Além disso, quem treina regularmente tende a ter adaptações mais duradouras do que aqueles que se exercitam pouco.
A memória muscular é um conceito que se refere à capacidade dos músculos de recuperar massa e força rapidamente após períodos de destreinamento. Um novo estudo da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, revelou que certas proteínas musculares permanecem ativas por até dois meses e meio após a interrupção dos treinos, facilitando a recuperação dos ganhos musculares.
O estudo, publicado no The Journal of Physiology, acompanhou trinta voluntários saudáveis que não praticavam musculação regularmente. Desses, dezessete participaram de um programa de treinamento dividido em três etapas de dez semanas: treino supervisionado, pausa e retorno aos treinos. O grupo restante serviu como controle. Ao final de cada fase, os pesquisadores realizaram biópsias do músculo da coxa para analisar as alterações nas proteínas.
Os resultados mostraram que, enquanto algumas proteínas retornaram ao estado basal após o destreino, outras se mantiveram elevadas mesmo após dez semanas sem atividade. Brendo Faria Martins, especialista em fisiologia do exercício, destacou que isso demonstra que o músculo “se lembra” das adaptações anteriores em nível proteômico, além do celular e epigenético.
A pesquisa também indicou que a perda de força e massa muscular pode começar após duas a três semanas de destreinamento, mas algumas adaptações proteicas se mantêm por pelo menos dois meses e meio. Isso ajuda a explicar por que a recuperação é mais rápida do que o ganho inicial. Em geral, a força muscular perdida pode ser recuperada em cerca de quatro a seis semanas de treinamento consistente.
Martins ressaltou que a capacidade de memória muscular varia entre indivíduos que treinam regularmente e aqueles que se exercitam pouco. Aqueles que mantêm uma rotina de exercícios tendem a ter adaptações mais robustas, facilitando a manutenção e a retomada do desempenho.
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