O cartunista Jaguar, um dos fundadores do Pasquim, faleceu aos 93 anos neste domingo. Reconhecido por seu humor irreverente e crítica política afiada, Jaguar foi uma figura central na imprensa alternativa durante a ditadura militar no Brasil.
Jaguar cofundou o Pasquim em 1969, ao lado de Tarso de Castro e Sérgio Cabral, e se destacou por seu estilo único de desenho e escrita. O jornal, que se tornou um símbolo de resistência, reuniu grandes nomes como Millôr Fernandes e Ziraldo. Sérgio Augusto recorda seu primeiro encontro com Jaguar, quando ele apresentou um cartum provocativo. “Ele foi um dos grandes cartunistas que conheci”, afirmou.
Colegas como Miguel Paiva e Claudius também relembram sua genialidade. Paiva descreve Jaguar como “o coração do Pasquim”, ressaltando sua gentileza e talento. Claudius, que conheceu Jaguar em 1957, recorda a ousadia de criar um jornal humorístico em tempos de repressão. “Jaguar disse: ‘Vamos chamar de O Pasquim!'”, relembra.
A obra de Jaguar transcendeu o humor, abordando questões sociais e políticas com sagacidade. Claudius destaca que o Brasil perde um crítico mordaz, capaz de encontrar humor em situações sérias. “Perdemos alguém que desenhava de forma única, como se estivesse capturando ideias efêmeras”, conclui.
Jaguar deixa um legado indelével na cultura brasileira, sendo lembrado por sua irreverência e pela capacidade de fazer rir em tempos difíceis.
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