As novelas da Globo, tradicionalmente conhecidas por seus finais previsíveis, têm desafiado essa norma com desfechos intrigantes. A coluna GENTE destaca produções que deixaram o público em suspense, como “Barriga de Aluguel”, “Cara e Coroa”, “Passione”, “Fina Estampa” e “A Dona do Pedaço”.
Finais em Aberto
Em “Barriga de Aluguel” (1990), a autora Glória Perez optou por um final ambíguo. Após uma decisão judicial que concedeu a guarda da filha a Clara (Cláudia Abreu), a cena final mostra Ana (Cássia Kis) e Clara de mãos dadas com o bebê, sem esclarecer quem realmente fica com a criança. Essa escolha gerou grande repercussão e incentivou reflexões sobre a maternidade.
Outra produção que deixou o público intrigado foi “Cara e Coroa” (1995). A personagem Fernanda (Christiane Torloni), dada como morta, reaparece no último capítulo descendo de um ônibus. O desfecho gerou dúvidas se ela estava viva ou se era uma alucinação de Rubinho (Luís Melo).
Mistérios e Revelações
“Passione” (2010) trouxe Clara (Mariana Ximenes) como a assassina de Saulo (Werner Schünemann), que forja sua própria morte. No final, ela aparece como enfermeira em um local à beira-mar, exibindo um sorriso enigmático.
Em “Fina Estampa” (2011), Tereza Cristina (Christiane Torloni) é dada como morta após um naufrágio, mas surpreende ao reaparecer, rindo de forma macabra. Essa cena deixou no ar a dúvida se ela realmente escapou ou se era um fantasma.
Por fim, “A Dona do Pedaço” (2019) encerra com Josiane (Agatha Moreira) revelando sua verdadeira natureza após a morte de Régis (Reynaldo Gianecchini). O olhar demoníaco para a câmera sugere que sua história ainda não terminou, mantendo o mistério sobre seu futuro.
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