Uma nova iniciativa busca reconstruir os 43 minutos perdidos do filme “Soberba”, de Orson Welles, que sofreu cortes significativos após falhar em testes de audiência. A empresa Showrunner, especializada em inteligência artificial, está à frente do projeto, que conta com a colaboração do diretor Brian Rose e do especialista em efeitos visuais Tom Clive.
O filme, que aborda o declínio de uma família e é baseado na obra “The Magnificent Ambersons”, de Booth Tarkington, teve sua produção iniciada em 1942. Após a RKO, estúdio responsável, retirar e destruir o material original, Welles se sentiu traído, especialmente ao descobrir que o desfecho do longa foi modificado sem sua autorização. Os negativos dos trechos descartados foram posteriormente eliminados para economizar espaço.
Edward Saatchi, CEO do estúdio Fable, que gerencia a Showrunner, afirmou que a escolha de Welles para este projeto é significativa, dado seu status como um dos maiores contadores de histórias da história do cinema. Ele destacou que a utilização de IA pode oferecer uma nova perspectiva sobre como essa tecnologia pode contribuir positivamente para a narrativa cinematográfica.
Apesar do entusiasmo, a Showrunner não possui os direitos sobre “Soberba”. Saatchi enfatizou que o objetivo não é veicular os resultados da reconstrução, mas sim explorar as possibilidades criativas que a inteligência artificial pode proporcionar. A expectativa é que essa iniciativa possa abrir um diálogo sobre o papel da tecnologia na preservação e revitalização de obras clássicas do cinema.
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