Cai Guo-Qiang, artista chinês famoso por suas performances com fogos de artifício, enfrentou críticas após um evento realizado no Tibete, patrocinado pela marca Arc’teryx. A apresentação, chamada Rising Dragon, ocorreu em uma altitude de 5.500 metros e gerou preocupações ambientais significativas.
Imagens e vídeos da performance, que envolveu fogos de artifício com fumaça colorida, rapidamente se espalharam nas redes sociais, levando a um clamor público. As autoridades locais, preocupadas com os impactos ambientais, anunciaram a formação de uma equipe de investigação para apurar a situação. A comissão do Partido Comunista de Shigatse declarou que o assunto é tratado com seriedade.
Em resposta às críticas, tanto Cai quanto a Arc’teryx emitiram pedidos de desculpas. A marca canadense, que opera sob propriedade chinesa desde 2019, reconheceu que o evento foi “em direta oposição ao nosso compromisso com os espaços ao ar livre”. Cai, por sua vez, expressou sua preocupação e aceitou as críticas de forma humilde, agradecendo pela atenção ao seu trabalho.
Este não é o primeiro incidente envolvendo o artista. Em 2022, uma apresentação em Los Angeles gerou reclamações sobre barulho e segurança, com moradores relatando que pensaram que explosões estavam ocorrendo em suas proximidades. Cai, na época, afirmou que não houve falhas técnicas, mas se disse “profundamente angustiado” com as consequências de sua obra.
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