Everett Ruess, um jovem aventureiro que desapareceu em 1934 no deserto de Utah, é tema do livro Una belleza insoportable, que reúne suas cartas. A obra revela suas reflexões sobre a vida, a beleza da natureza e sua aversão ao materialismo, enquanto seu misterioso desaparecimento continua a fascinar.
Ruess, que tinha apenas 20 anos, se lançou em uma jornada solitária pelo oeste americano, levando consigo dois burros. Em meio à Grande Depressão, ele buscava liberdade e simplicidade, mas desapareceu sem deixar rastros. Sua figura se tornou uma lenda, inspirando canções, documentários e festivais em sua homenagem.
As cartas compiladas no livro mostram um jovem que preferia a solidão da natureza à vida urbana. Em uma de suas últimas mensagens, escreveu: “Prefiro a cadeira de montar ao tranvía e o céu estrelado ao teto”. Suas palavras refletem um profundo amor pela beleza do mundo e uma crítica ao materialismo.
O autor Munir Hachemi, responsável pela tradução, destaca a complexidade de Ruess, que pode ser visto como um herói solitário ou um jovem privilegiado em busca de significado. Ninguém sabe o que realmente aconteceu com ele, mas teorias sobre sua morte ou integração com os navajos continuam a circular.
As cartas de Ruess, repletas de lirismo e sensibilidade, revelam um homem que buscava a felicidade na simplicidade e na conexão com a natureza. Ele escreveu: “A felicidade consiste em boa medida no esquecimento de si mesmo”, mostrando sua visão única sobre a vida e a busca por um propósito.
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