Ann Carli, produtora do filme *Crossroads* (2002), ajuizou uma ação na Suprema Corte de Nova York contra a Sony Music Entertainment. Carli alega quebra de contrato e fraude, buscando pelo menos $36 milhões em danos, além de honorários e custos. A ação surge após a reexibição do filme em 2023 e a expectativa de licenciamento para a Netflix em 2024.
Carli, representando a empresa Fuzzy Bunny Inc., afirma que não recebeu os lucros líquidos devidos nos últimos 22 anos. Segundo a denúncia, a produtora tinha direito a 10% dos lucros do filme, além de um pagamento inicial de $300 mil. O filme, que teve um orçamento de $12 milhões, arrecadou $37,5 milhões nos Estados Unidos e mais de $61,1 milhões globalmente.
A produtora descobriu a falta de pagamento ao saber sobre o retorno do filme aos cinemas. Em sua reclamação, Carli menciona que confiou na boa fé da Sony e não recebeu demonstrações contábeis. Em resposta a um pedido de informações sobre os lucros, um executivo da Sony admitiu que as obrigações contábeis podem ter se perdido durante as fusões da empresa.
Contexto do Filme
*Crossroads*, dirigido por Tamra Davis e escrito por Shonda Rhimes, foi lançado em fevereiro de 2002. O filme, estrelado por Britney Spears, se tornou um marco cultural, especialmente durante o auge da carreira da popstar. A falta de acessibilidade do filme em plataformas digitais por anos contribuiu para a ausência de relatórios financeiros, que agora Carli busca recuperar.
A disputa legal destaca a complexidade dos contratos de produção e a responsabilidade das grandes empresas na prestação de contas a seus colaboradores. A situação de Carli reflete um tema recorrente na indústria cinematográfica, onde questões financeiras podem ficar obscuras por longos períodos.
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