A produção do filme biográfico sobre Michael Jackson passou por uma série de contratempos e mudanças significativas desde o início das filmagens, que foram concluídas em maio de 2024. O projeto enfrentou um impasse legal relacionado ao caso de Jordan Chandler, que acusou o cantor de abuso em 1993, resultando em refilmagens em março de 2025. A estreia do filme, inicialmente marcada para abril de 2025, foi adiada para outubro do mesmo ano e, posteriormente, para abril de 2026.
Os desafios legais surgiram após a descoberta de que o roteiro original violava um acordo legal de longa data com a família de Chandler, que se opôs à representação da acusação no filme. O roteiro inicial abordava o caso como central na narrativa, retratando Jackson como vítima de extorsão. Com isso, a produção precisou realizar extensas reshoots para adequar a obra às exigências legais.
Mudanças na Produção
Além dos problemas legais, a produção considerou a possibilidade de um corte de quase quatro horas, com a opção de dividir a obra em dois filmes. A filha de Jackson, Paris, manifestou seu descontentamento com o projeto, distanciando-se dele após críticas à precisão do roteiro. Em suas redes sociais, Paris afirmou que leu uma versão inicial do script e ofereceu feedback sobre inverdades, mas sentiu que suas preocupações foram ignoradas pelos produtores.
A primeira prévia do filme, lançada recentemente, apresenta uma visão otimista da vida de Jackson, em contraste com suas próprias narrativas de dor e abuso durante a infância. O filme, dirigido por Antoine Fuqua, traz Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, no papel principal, e destaca momentos marcantes de sua carreira, como a produção de “Thriller”, sob a direção de Quincy Jones.
A expectativa em torno do filme continua alta, mesmo com as controvérsias, refletindo a complexidade da vida e legado de um dos maiores ícones da música pop.
Entre na conversa da comunidade