A organização Flup, criada em 2012 no Rio de Janeiro, se consolidou como um polo de formação de romancistas e poetas da periferia. O projeto promove oficinas, escrita criativa, poesia falada e ilustração, conectando jovens a oportunidades de publicação.
Neste ano, Letícia Moreno venceu um edital da Flup em parceria com a Editora Voo. O concurso destinou-se a desenhistas negras da periferia e resultou nos desenhos do livro O Sol na Cabeça, com previsão de publicação no próximo ano. A iniciativa reforça o papel da Flup no fomento à expressão estética local.
A biblioteca Marginow, criada por Andarilho em um posto policial desativado da Favela Antares, ficou entre as semifinalistas do Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura. Simone Mota, curadora do programa de escolas da Flup, destacou que crianças de 10 anos buscaram auxílio para terminar livros sobre sonhos, sinalizando impacto direto no ambiente escolar.
Potencial de crianças e jovens
Letícia Moreno, de São João de Meriti, integrou o grupo de desenhistas vinculados ao projeto, que envolve a produção de ilustrações para obras infantis. Além de ocupar espaço na literatura brasileira, o trabalho da autora já se estende a atividades com uma agência nos Estados Unidos desde 2021.
A trajetória de Andarilho, ex-morador da Favela Antares e autor de Fiel, ganhou visibilidade ao longo da década, com a formação de uma biblioteca comunitária que funciona no local desde 2020. O relato de atuação na favela ajuda a entender o alcance social da iniciativa.
Simone Mota, autora de 17 livros infanto-juvenis, atua como curadora do processo formativo da Flup nas escolas. Ela relatou à CartaCapital que duas crianças de 10 anos procuraram apoio para concluir narrativas sobre sonhos, destacando o papel da Flup no incentivo à escrita entre jovens.
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