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Patricia Hodge relata assédio sexual, uso de drogas e estar em plenitude aos 79

Após seis décadas, Patricia Hodge encara nervos antes da estreia em The Rivals, reflete sobre carreira, maternidade tardia e envelhecimento no palco

‘If this business is all you have, it’s going to kick you’ … Patricia Hodge in her dressing room at the Orange Tree theatre.
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Patricia Hodge, atriz britânica com passagem marcante por West End, estreia como Mrs Malaprop em The Rivals, peça de Sheridan em comemoração aos 250 anos. A apresentação ocorre no Orange Tree Theatre, em Richmond, no sul de Londres. A produção traz nervosismo antes do primeiro elenco, comum para a veterana de palco.

Aos 76 anos, Hodge ainda sente a ansiedade do estreia, descrevendo os nervos como o medo do desconhecido. Ela permanece concentrada na preparação diária, que vai até altas horas, e afirma que o processo de montagem é a motivação principal de sua carreira.

Trajetória e formação

Criada em Grimsby, a atriz viveu boa parte da infância em um hotel onde surgiram fantasias teatrais. Antes da ACT no Lamda, fez carreira no repertório, considerado uma verdadeira escola de atuação. A prática constante moldou seu estilo e resistência no palco.

Na memória, os anos 70 aparecem como período de descoberta no West End, com participações em Pippin, The Two Gentlemen of Verona e Hair. Participou de uma performance de Pippin em 2023, que celebra meio século de sucesso musical da peça.

Desafios e visão de carreira

Hodge lembra que o avanço da idade trouxe menos oportunidades em televisão e cinema, especialmente para mulheres após os 50. Ela destaca que a maternidade tardia, com filhos na casa dos 40, trouxe equilíbrio entre carreira e vida familiar, algo que considera fundamental.

A atriz valoriza a diversidade de trabalho, incluindo rádio e cabaré, como forma de manter a prática artística. Ela observa que a cena teatral britânica depende de um ecossistema robusto de teatro comunitário e repertório, algo que ela defende como essencial.

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