O segundo álbum de Vidal Assis é um tributo a Elton Medeiros, figura central do samba brasileiro e amigo próximo do cantor. O projeto recebeu o título Negro Samba Lírico – Vidal Assis canta Elton Medeiros, pela gravadora Kuarup, e reúne clássicos do compositor ao lado de faixas inéditas.
A amizade entre Vidal e Elton surgiu graças ao produtor Hermínio Bello de Carvalho. A parceria se desenvolveu até a posse de Elton de uma posição de inspiração para a obra de Vidal, que vê na afrobrasilidade uma dimensão marcante da música.
O disco, planejado ainda com Elton em vida, não chegou a ser concluído durante sua trajetória. Elton perdeu a visão em 2013, e o projeto inclui sambas inéditos como Colhendo Imagens e um poema recitado, Como Eu Quero Ser Lembrado, além de uma entrevista de Vidal à CartaCapital.
Conteúdo do álbum
Entre os sambas consagrados gravados por Vidal Assis, destacam-se Peito Vazio e O Sol Nascerá, ambos de Elton Medeiros e Cartola. Outras faixas contam com parcerias, como Onde a Dor Não Tem Razão e Moema Morenou, com Paulinho da Viola, e Mascarada, com Zé Keti.
Entre as inéditas, Colhendo Imagens ganha atenção por tratar de memórias de Elton, em consonância com a visão de Vidal sobre o tema. Maioria Sem Nenhum, parceria de Elton com Mauro Duarte, também integra o repertório, abordando desigualdade social. Um poema inédito, recitado no estilo de rap, fecha o conjunto temático do álbum.
O lançamento é apresentado como uma leitura de Vidal sobre a obra de Elton Medeiros, enfatizando a relação entre samba, rock, canção e reggae. A produção demonstra o compromisso com a memória de Elton e com a circulação de sua música de forma contemporânea.
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