Warhorse Studios não acredita que as controvérsias online sobre representação em Kingdom Come: Deliverance 2 afetaram as vendas. O comentário vem do cofundador e produtor executivo da empresa, Martins Klíma, em entrevista divulgada após o lançamento do jogo.
O diálogo surgiu em meio a debates que acompanharam a franquia desde o primeiro título, em 2017, quando a ausência de personagens de pele diferente foi alvo de críticas. Em 2025, a discussão se intensificou com a inclusão de mais diversidade, incluindo pessoas de várias origens e uma relação homossexual no enredo.
Klíma afirmou que as controvérsias parecem ter atingido apenas um grupo reduzido de jogadores que acompanham debates online 24 horas por dia. Segundo ele, o público principal não é impactado pelos temas debatidos no espaço digital.
O executivo reconheceu a possibilidade de visibilidade causada pela polêmica, mas sustenta que a maior parte do público não se envolve com esses temas. Afirmou ainda que a percepção pública do jogo de fato não depende dos debates online, mas do lançamento, da jogabilidade e da qualidade percebida.
Dados de vendas ajudam a embasar o argumento. Kingdom Come: Deliverance, de 2017, vendeu mais de 10 milhões de unidades. A sequência, Kingdom Come: Deliverance 2, já superou 4 milhões de cópias vendidas, segundo números citados na entrevista.
Existe consenso entre analistas de que a maioria dos consumidores não acompanha as pautas online com a mesma intensidade que os criadores de conteúdo. A conversa destaca que a percepção de um título está mais conectada ao seu desempenho comercial e crítico do que a repercussão em redes sociais.
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