Wyll, um dos companheiros de Baldur’s Gate 3, recebeu menos conteúdo que os demais. A equipe decidiu reconstruir a história dele ainda antes do lançamento em 2023, mantendo design e status de Feiticeiro, mas alterando o enredo e a voz do personagem.
O roteiro de Wyll foi completamente reformulado, com ligações novas a outros membros, como o Tiefling Karlach. Contudo, a implementação ficou mais contida do que o esperado, impactando a quantidade de cenas, interações e arcs do personagem.
Em uma sessão de AME no Reddit, a equipe da Larian explicou que o desenvolvimento do enredo de Wyll coincidiu com ajustes intensos em outros companions. O narrador sênior Kevin VanOrd também revelou problemas de saúde que atrapalharam o tempo dedicado a Wyll.
> O texto indica que o recrutamento de Wyll no Early Access não conectou bem com o jogador, levando a revisões. Diversas decisões vieram mais tarde do que o ideal, com mudanças que incluíram uma grande participação prevista perto de Baldur’s Gate, que acabou cortada.
A Larian também detalhou que Ansur’s lair foi ideia de Swen e que houve recursos para uma dungeon independente, o que resultou em ligações de Wyll ao Wyrmway, mas sem desenvolvimento além de um encontro com o chefe. Essas alterações atrasaram o fechamento de seu arco.
Wyll aparece dividido entre duas tramas — Mizora e Ravengard — o que, segundo a equipe, pode ter sido um equívoco em retrospectiva. O desenvolvedor desejava um desfecho mais forte, diferente de retornar ao início como Blade of Frontiers.
Nos anos seguintes, patches adicionaram conteúdo para Wyll, mas ele continuou parecendo ficar para trás em relação aos demais. VanOrd aponta que o personagem foi, em grande parte, vítima de circunstâncias, embora isso não satisfaça os fãs mais ávidos.
A explicação oficial reforça que Wyll nunca teve a mesma dose de cenas, interações e desenvolvimento que os outros companheiros, mesmo mantendo a admiração da equipe pelo personagem e por sua natureza sincera.
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