David Bowie resolveu terminar em grande estilo: na véspera de completar 69 anos, lançou o álbum Blackstar, em 8 de janeiro, e morreu no dia 10 de janeiro, aos 69 anos, vítima de câncer de fígado. A revelação veio apenas dias depois, em meio a uma despedida contundente.
A obra Blackstar foi criada enquanto o artista enfrentava um diagnóstico secreto e avançado. O produtor Tony Visconti afirmou que o álbum foi um presente de despedida, escrito e gravado com a consciência do fim próximo.
Apoiado por novos colaboradores, Bowie mergulhou em jazz e poesia musical, com Donnie McCaslin e uma banda de jazz entre os convidados. A direção incluiu referências a D’Angelo e Kendrick Lamar, levando o som a caminhos ousados.
Blackstar não é uma recapitulação de sua carreira, mas uma exploração de novos sentidos. O tema da mortalidade aparece em faixas como a faixa-título e I Can’t Give Everything Away, marcando o tom de despedida.
A recepção pública foi marcante e singular: fãs em todo o mundo acompanharam a revelação da doença sem spoilers, absorvendo a música como um último testamento artístico. A obra permanece como marco da carreira.
Além de Blackstar, Bowie seguia envolvido em outros projetos, incluindo o musical Lazarus, apresentado em Nova York. A produção retrata Major Tom em novas circunstâncias, fechando um ciclo criativo de décadas.
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