Oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar materiais do ano anterior na volta às aulas de 2026. A estimativa é de uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro.
O levantamento mostra que cerca de 88% afirmam que os gastos afetam o orçamento familiar, especialmente em famílias de menor renda. O objetivo é planejar e reduzir desperdícios com itens usados e itens que ainda têm utilidade.
O estudo aponta que o material escolar é a categoria mais citada pelos entrevistados como responsável por custos, seguido de uniforme e livros didáticos. A maioria percebe o impacto econômico como significativo para o orçamento mensal.
No recorte por renda, 52% das classes D e E consideram o impacto muito grande, enquanto esse índice cai para 32% nas classes A e B. Quase 84% dizem que preços influenciam decisões em lazer, alimentação e contas do mês.
Ao enfrentar preços acima do esperado, dois em cada três brasileiros optam por marcas mais baratas. O consumo híbrido aparece como tendência, com 45% adquirindo principalmente em lojas físicas e 39% combinando lojas físicas e online. Outros 16% compram majoritariamente pela internet.
Tendências de compra
Priscilla Pires, 40 anos, mãe de Gabriel, 13, organiza as compras ainda em dezembro, antecipando parte do 13º salário e usando parcelas no cartão. Ela busca equilibrar qualidade, orçamento e a demanda da criança, mantendo o que está funcional.
Abertura de loja única facilita a prática de compras da professora Priscila Alves, 40, que antecipa a lista de materiais do filho Carlos, 5, com itens como lápis de cor, mochila e estojo reaproveitados. O restante é adquirido em várias lojas para reduzir custos.
Alunos e pais também buscam manter o equilíbrio financeiro com atividades complementares, como aulas particulares, que ajudam a compensar os gastos com materiais escolares. As entrevistas reforçam a pressão de preços no início do ano letivo.
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