O filme brasileiro O Agente Secreto foi premiado no Festival Lumières, em Paris, neste fim de semana. A produção venceu na categoria Melhor Coprodução Internacional, consolidando a presença brasileira na cerimônia organizada pela Académie des Lumières.
A 31ª edição ocorreu em 18 de janeiro de 2026, no Instituto do Mundo Árabe, na capital francesa. O evento reuniu imprensa internacional de 38 países e é considerado uma das principais premiações do cinema francês, após Cannes.
A atriz Maria Fernanda Cândido representou a produção na cerimônia, destacando a relação histórica entre Brasil e França. Em entrevista à RFI, ela ressaltou a importância da cooperação cultural entre os dois países.
Ao receber o prêmio, Cândido elogiou a escolha do diretor Kleber Mendonça Filho ao priorizar a inteligência do público. Ela também mencionou a celebração da parceria entre equipes brasileiras e europeias.
A produção de O Agente Secreto é liderada pela CinemaScópio Produções, com Mendonça Filho no comando criativo, ao lado da produtora francesa Emilie Lesclaux. A coprodução envolve ainda MK2 Films e Arte France Cinéma (França), Lemming Film (Holanda) e One Two Films (Alemanha).
A classificação de produção é majoritariamente brasileira, ainda que conte com coprodutores estrangeiros. O cálculo exato das participações financeiras não foi divulgado. França, Holanda e Alemanha atuam como coprodutores minoritários.
Desde a estreia internacional, O Agente Secreto tem acumulado reconhecimentos no exterior. O filme ganhou dois prêmios no Festival de Cannes em 2025, incluindo Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura, e venceu o Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator de Drama.
O título já figura entre as obras brasileiras em visão de indicações ao Oscar, representando o Brasil em disputas internacionais. O reconhecimento no Lumières reforça a posição da produção no circuito global de festivais e distribuição.
Entre na conversa da comunidade