A coleção de inverno 26 da Giorgio Armani manteve o idioma criado pelo fundador, mesmo com a passagem de bastão para Leo Dell’Orco. O desfile, em Milão, seguiu a linha clássica que consolidou a marca ao longo de cinco décadas.
Mesmo sem Giorgio Armani no backstage, o time de criação preservou a estética oitentista e o DNA da grife. Silhuetas confortáveis, calças amplas e paletó com ombros desestruturados marcaram o momento central da apresentação.
Texturas aparecem com força: veludo molhado, tricôs em lã e cashmere e relevos que conferem carência urbana. A paleta ficou contida, com cinza, azul-marinho e toque de roxo, mantendo a identidade sob controle.
A organização da apresentação continuou em blocos, mantendo o ritmo sereno e a abundância de looks. Alfaiataria bem cortada e acessórios como chapéus repetiram o apelo aristocrático da marca.
Entre as referências, surgiram ecos de Gigolô Americano (1980) e de Diane Keaton no cinema, sem perder o aspecto técnico do vestuário Armani. O filme e o tapete vermelho contribuíram para a aura de sofisticação apresentado na passarela.
Leo Dell’Orco conduziu a mostra com respeito ao legado e sinais de personalidade discreta. A marca promovou ainda uma collab com Alanui, destacando knitwear de alto luxo.
A parceria com Alanui trouxe um cardigã jacquard, com tonalidades roxo, vinho e azul. A peça apareceu como exemplo de versatilidade, com assinatura de gênero neutro sem destoar do conjunto.
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