O Oscar tem sido palco de avanços para o cinema brasileiro, que passou de presença tímida a uma participação de peso. Em 2026, o Brasil somou cinco nomeações oficiais, sendo quatro por O Agente Secreto, impulsionando o reconhecimento internacional. A trajetória é marcada por vitórias e indicações ao longo de décadas.
O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, abriu o caminho em 1963 ao vencer Melhor Filme Estrangeiro. O feito abriu portas para futuras produções brasileiras disputarem categorias internacionais e ganhar visibilidade global.
Entre os anos 1990 e início dos 2000, o país manteve atuação constante com indicações em Melhor Filme Estrangeiro, como O Quatrilho (1996) e O Que É Isso, Companheiro? (1998). Em 1999, Central do Brasil e Fernanda Montenegro marcaram presença histórica.
Consolidação internacional até 2026
Em 2003, Cidade de Deus recebeu quatro indicações em categorias centrais: Melhor Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia e Montagem. O filme consolidou o Brasil entre os concorrentes de maior projeção no Oscar.
Depois da fase de maior ausência, o Brasil voltou em 2025 com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. O filme teve três indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para Fernanda Torres, além da vitória em Melhor Filme Internacional.
O marco de 2026
Em 2026, O Agente Secreto recebeu quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco. Adolpho Veloso também foi indicado por Melhor Fotografia em Train Dreams.
Com esse conjunto, o Brasil alcançou cinco nomeações oficiais na edição do Oscar marcada para 15 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles. O 98º prêmio consolidou o melhor desempenho já registrado em uma única edição.
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