Jonathan Anderson promoveu um desfile de inverno 2026 da Dior em Paris na última quarta-feira, 21. O britânico, nomeado diretor-criativo da casa no ano passado, apresentou uma coleção que desborda fronteiras de gênero e de época. O evento ocorreu durante a temporada de moda na capital francesa, com foco na liberdade de expressão dos usos responsáveis de roupas.
O desfile abriu com blusas inspiradas em vestidos paetizados de Poiret, repetindo a referência histórica que marcou a virada do século XX. O conjunto incluiu calças jeans slim, botas e bolsas, numa leitura que mescla roqueiro andrógino e estética glam. A peruca amarela fluorescente ganhou destaque, reforçando o conceito de aristo-juventude aplicado por Anderson.
A apresentação contou com uma miscelânea de inspirações: parkas utilitárias, saias, doudounes e capotes encasulados com prints orientais, além de jaquetas com detalhes militares. A alfaiataria apareceu em tweed de padrão pied-de-poule e lã cinza, compondo uma linguagem jovem que cruza anos 1920 com os 1980. O conjunto sugeriu uma rebeldia britânica sob a assinatura Dior.
Influências e leitura da coleção
Anderson cruzou referências históricas com toques contemporâneos, mantendo o foco na fluidez de gênero e na liberdade de movimento. A trilha sonora, marcada por Mk.gee, reforçou o conceito de passear pela cidade com atitude. A curadoria de peças sugere uma leitura de rua que poderia estar entre as ruas de Paris ou a plateia de um festival.
Atores envolvidos e desdobramentos
Entre designers e colaboradores, o desfile reuniu uma equipe criativa que busca redefinir o que é linearmente masculino ou feminino. A Dior, sob a direção de Anderson, sinaliza um reposicionamento estético para temporadas futuras, alinhado a uma moda mais inclusiva e experimental.
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