Code Vein II é a sequência de Code Vein, uma combinação de JRPG com Soulslike. A análise da Kotaku descreve o jogo como uma continuação que expande o combate, amplia o mundo aberto e mantém a narrativa centrada em vínculos entre personagens. A leitura é de um título que busca acolher fãs dos dois estilos.
O jogo se passa num futuro pós-apocalíptico, marcado pela Resurgence. Cinco heróis se sacrificaram para selá-la. No presente, os selos fraquejam e aparecem as Criaturas Horror. O jogador viaja no tempo com a companheira Lou para resgatar os heróis em seus casulos.
Lou é apresentada como personagem central, inicialmente útil apenas para viagens no tempo, mas evolui ao longo da história. Lavinia Voda, líder do grupo, pressiona a mudança de fates, elevando a tensão entre personagens. A narrativa funciona de forma autossuficiente, sem exigir o conhecimento do primeiro jogo.
Entre os destaques, Zenon Gryfgote é citado como destaque do elenco, com visual chamativo e humor que ajudam a humanizar o mundo. Os cenários de Code Vein II recebem elogios pela estética e pela atmosfera, que unem o tom apocalíptico a elementos de fantasia.
Jogabilidade e sistemas de combate
O título é descrito como mais acessível que muitos Soulslike, em parte pela presença de um sistema de companheiros NPCs. É possível levar um aliado para lutar ao lado do jogador sem custo adicional, e ele recebe dano, agindo como isca para bosses.
A mecânica de Formae exige Ichor para ataques especiais, recuperado por meio de ataques de drenagem com as Jail. O ritmo envolve atacar, drenar e atacar de novo, o que aproxima o jogo de um RPG de ação com toque Soulslike. Também há combate próximo ao coletivo, com utilizzo estratégico de habilidades.
Os Blood Codes funcionam como classes que definem estilos, paradas e opções de cura. A progressão pode combinar códigos, Formae e Boosters, oferecendo variedade de personalização sem restringir armas. A crítica aponta que isso amplifica o dinamismo das lutas.
Mundo aberto e desempenho
Code Vein II adota mundo aberto, permitindo explorar, fortalecer-se e retornar a chefes. A progressão não linear facilita compensar dificuldades, com várias áreas para avançar paralelamente. No entanto, alguns trechos revelam repetição de masmorras e limitam a variedade de inimigos.
A exploração traz recursos como um veículo para deslocamento e pontos de viagem rápida. Por outro lado, foram observados problemas de desempenho em PS5 Pro, com pop-in de folhagens e quedas de frames em momentos de corrida entre pontos de salvamento e chefes.
Conclusões
O jogo é apresentado como uma opção de entrada para quem quer experimentar Soulslike sem o peso de títulos mais desafiadores. A direção de arte, o elenco e a história ajudam a criar um equilíbrio entre JRPG e Soulslike. Ainda assim, enfrenta questões técnicas e design de inimigos que não agradam a todos os players.
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