A nova safra de vencedores do Grammy levou o foco ao Brit School, em Selhurst, Croydon, sul de Londres, onde Olivia Dean, Lola Young e FKA twigs estudaram. Os três integrais ganhadores nas categorias de ano, dança/electrônica e performance de música pop já foram estudantes da instituição. Raye também foi reconhecida pela premiação, recebendo o prêmio de melhor canção por mudança social.
Conforme a trajetória das artistas, o Brit School já é visto como polo formador de talentos globais. A escola abriu nos anos 90 com foco nas artes performativas e criativas, e hoje figuran entre os centros mais influentes para a música britânica. O alcance de ex-alunos inclui Adele, Amy Winehouse, Leona Lewis e Tom Holland, entre outros.
Segundo Stuart Worden, diretor da escola desde 2012, o Grammy deste ano foi descrito como uma celebração da educação artística gratuita. Ele ressaltou que Olivia, Raye e Lola representam modelos de alcance possível quando se oferece acesso às artes aos jovens.
Os vencedores mantêm contato com o Brit School e colaboram com a instituição. Worden mencionou que Raye, aos 14 anos, já sinalizava o talento e mantém relação com a escola para futuras apresentações de alunos. A ligação entre os artistas e a escola é apresentada como parte de uma cultura de colaboração.
Desempenho e impacto de formação
A instituição destaca que, ao longo dos anos, seus ex-alunos venderam centenas de milhões de álbuns e acumularam bilhões de streams, além de conquistarem prêmios relevantes. O currículo mantém ensino de disciplinas básicas aliado às especializações artísticas, com mais de 200 shows ou eventos anuais.
A Brit School também coloca ênfase na diversidade: cerca de 40% dos 1.450 estudantes vêm de herança de maioria global, 50% são de famílias com renda baixa e aproximadamente um terço tem diagnóstico de SEN. Worden afirma que a pluralidade de vozes é essencial para o desenvolvimento das artes no país.
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